Via as pessoas mirarem tanto em suas vidas, tantos objetivos, ela já fora assim, esplêndida, brilhante e reluzia, as pessoas ficavam encantadas com a sua força, o seu ar altivo a sua incrível capacidade de se reerguer-se e recomeçar. Ela si viu como uma fênix, mas de tantas vezes que renasceu das cinzas acabou ficando presa a elas. Já não tinha mais volta e ela pensava incessantemente em mil maneiras e formas de dar um fim a tudo isso, mas tinha sua mãe e ela tinha que manter-se viva, porque só de estar viva já dava um sentido, uma alegria, para aquela mãe conseguia ama-la incondicionalmente apesar de todos os infindos pesares. E como pesava, e como doía, rever e revirar-se sobre o presente e o passado todas as manhãs, todos os dias.
Há um tanto tempo seus pulmões perdidos doíam Ela catava contas pérfidas no escuro, cantarolando canções tristes e mentia para si mesma dizendo serem pérolas. Comia as cinzas de sua própria alma e as digeria em certezas mortas espalhando-se em partes putrefactas na escuridão da noite...






